Páginas

26 de out de 2014

Sim sim, já controlas




Se há coisa que eu aprecio é que me tentem controlar. E controlar em que sentido? No sentido de tentarem  exercer pressão psicológica sobre mim para me fazerem sentir pena para eu fazer o que essas pessoas querem. Como eu gosto de referir, argumentos ad misericordiam não funcionam comigo, nem sequer tentem, é uma perda de tempo. 
Vamos aqui a estabelecer uma coisa chamada limites, palavra esta que é desconhecida para algumas pessoas. 
Se eu não quiser ir a X sitio em Y dia por W motivo que não me interessa para nada não vou e acabou.
Se eu não quiser atender chamadas desnecessárias e ficar durante horas a aturar a pessoa porque não me apetece aturar melodramatismos, não me importa que me digam que estão a chorar e que eu sou a última salvação, não atendo.
Há que saber deixar de ser uma tábua de salvação para pessoas que ao contrário não querem saber de mim. Não sou psicóloga, não me pagam para aturar problemas que não são meus. 

24 de out de 2014

Não consigo...



Sabe-se que não estás bem mentalmente quando tens teste num dia, nesse dia acordas e vomitas, não consegues comer, ficas as aulas todas antes do teste stressada, dá-te um ataque de choro num intervalo e 2 stores teus vêem,  para não falar nos colegas, no teste erras coisas que já tinhas feito iguais a 100% já para não falar do resto dos exercícios. 
Tanta pressão, é pressão por todos os lados. Cada vez me desiludo mais comigo própria, farto-me de estudar e ter a matéria em dia, faço todos os exercícios que encontro, depois o teste corre uma m*rda por causa de nervos/stress que não consigo controlar. Ainda se fosse apenas em um teste? Mas não, é sempre assim. Se é assim agora, num teste, como vai ser depois? Frequências, exames, licenciatura, mestrado, exames de entrada na profissão? Acho que não aguento esta pressão toda, simplesmente não aguento...

15 de out de 2014

E se...?


Estava aqui a pensar...E se uma pessoa não descobre qual é a sua vocação, se não se interessa por "nada", se nenhum curso lhe chama realmente a atenção, faz o quê?

8 de out de 2014

Nostalgia





Eu nem sempre tive o sonho de seguir Direito, aliás, foi só no meio do 2º período do 11º de Ciências que me apercebi disto. Se tivesse sabido logo no 9º teria ido para Humanidades, não fui, paciência, não ia fazer exames por equivalência arriscando-me a chumbar a disciplinas que não tinha aulas, posso entrar por aqui teoricamente em todas as universidades menos uma, a clássica de Lisboa (que exige o exame de História como obrigatório). Isto só foi uma pequena introdução.
Quando eu era pequena (ou pelo menos até ao 7º ano) eu queria ser cirurgiã, Medicina era um sonho. No 7º ano tive problemas de "bullying" na escola, desci muito as notas e nunca fui mais a mesma aluna de quase tudo 5's daí para diante. Perdi-me e nunca mais encontrei aquela menina aplicada que os professores diziam que ia ser tudo aquilo que quisesse e com o passar do tempo fui deixando o sonho de ser médica para trás, até porque o gosto pela Biologia/FQ foi-se indo embora com os professores que tive, com as notas nunca suficientes, etc.
Um amigo muito próximo (que eu já cá falei no blog) entrou em Medicina, fiquei super feliz por ele, mas de cada vez que ele me fala do curso eu sinto uma nostalgia enorme, um aperto na garganta e as perguntas que me surgem são "Porque é que eu não sou assim tão inteligente? Porque é que eu me perdi? ". Talvez Medicina tenha sido uma aspiração ilusória sim, até porque perdi o gosto por Biologia, por FQ, e uma pessoa assim não tem virtudes para um curso de Medicina mesmo que tivesse nota suficiente (em qualquer lado).
A verdade é que sempre tive mais inclinação para letras e julgo que não é qualquer pessoa que gosta de andar horas a ler Códigos (de Direito) sem ainda estar no curso só pela curiosidade.
 Mas Medicina é aquela nostalgia, aquele sonho perdido sabe-se lá onde.
Atualização (18:07): Conclusão disto, é que eu me sinto "culpada" por não ser vocacionada para uma área que em garota gostaria de entrar, como se fosse uma obrigação eu gostar daquilo hoje e não ter conseguido mas gostar de outra área completamente diferente, como se tivesse falhado. 

4 de out de 2014

O diz que disse




Uma pessoa X conta à pessoa Y aquilo que não gosta na pessoa Z (diz mal sobre algum aspeto dela). A pessoa Y sente-se na "obrigação" de contar à pessoa Z o que a pessoa X disse sobre ela, sabe que a pessoa Z vai ficar triste com isso, mas mesmo assim conta.
Então, dizei-me lá, qual é a satisfação que a pessoa Y tem ao dizer essas coisas pejorativas à pessoa Z sabendo que vai provocar mal-estar? 
São atitudes que eu não aprecio nadinha, nada mesmo.