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21 de nov de 2014

Arquétipos da perfeição?



Eu sei que este assunto está mais do que batido, mas não podia de deixar de dar a minha opinião.
Vamos aqui a ver uma coisa, qual é o sentido de criticarmos as pessoas pelo corpo que têm? Qual é a lógica de fazermos comentários mesquinhos sobre o peso a mais de uma pessoa ou o peso a menos? Qual é a finalidade disto? Ficamos a sentir-nos melhores pessoas e superiores àquelas que criticamos? 
O facto de uma pessoa ser magra não faz dela um saco de ossos ou um cabide, o facto de uma pessoa ser gorda não faz dela uma bola. O facto de algumas raparigas não terem um grande par de mamas ou um grande rabo não faz delas homens nem tábuas de passar a ferro. 
Comentários infelizes como "Se eu não tivesse as mamas que tenho não era mulher, que horror, ser como um homem...", minhas queridas e meus caros que pensam assim, só para esclarecer: O que faz de uma mulher um ser do sexo feminino é o facto de ter uma vagina e os restantes orgãos carateristicos do sexo feminino. Ninguém é mais mulher que outra por ter as glândulas mamárias mais desenvolvidas, ninguém é mais homem que outro por ter um pénis maior. E também ninguem deixa de ser um ser humano por ser mais gordo ou mais magro. 
Vamos lá ter juízo e deixar-mo-nos destas maneiras estúpidas de pensar, pode ser?

10 de nov de 2014

Jogos em equipa




Em todas as turmas há sempre uma ou duas pessoas que se metem todas ofendidas (ofendidas mesmo, como se lhes tivesses acabado de insultar a mãe) a reclamar contigo porque não apanhaste a bola ou porque não jogas bem, como se aquilo fosse um jogo de vida ou de morte e elas fossem a imagem da perfeição que jogam sempre bem. 
Eu não sei se é normal, mas só me apetece dar duas chapadas naquelas caras de rainhas/reis das camélias ofendidas, de cada vez que se metem com coisinhas e ficam a reclamar tempos e tempos porque "os outros não sabem jogar". E é por estas e por outras que não gosto de jogos em equipa. Haja paciência.

7 de nov de 2014

O valor do dinheiro


Eu cada vez tenho mais a certeza que as pessoas se esquecem do valor do dinheiro só por ele estar carregado num cartão. 
Acontece que desde o inicio do ano, uma rapariga que costuma andar comigo me pede para ir ao bar para lhe tirar coisas para comer nos intervalos (já que eu vou também algumas vezes, quando não levo comida de casa), alegando que ou não tem ali dinheiro e depois mo dá, ou que tem (tem mesmo) mas que não quer carregar o cartão dela e isto acontece mais vezes de que as desejadas. Acontece que, vistas bem as coisas, eu já lhe tirei seguramente mais de 8 euros em comida e ela se me deu 1.5  foi muito, mero esquecimento? Duvido. Amigos amigos, negócios à parte.
 E eu não tenho a lata de lhe pedir o dinheiro, porque nem sequer tenho a certeza do valor exato, mas não sou mãe dela, dinheiro para cafés e bebidas já tem, agora é passar a dizer que não tenho dinheiro e acabou, e sim, já fiz isto, senão a quantia era maior, não fiz mais vezes porque fiquei com pena de ela não comer, mas quem tem dinheiro para cafés todos os dias bem pode cortar no café e pronto. 

1 de nov de 2014

Vamos lá acordar, vá


Um dia ainda hei-de entender o porquê das pessoas se acharem superiores às outras e como se fosse a coisa mais natural das coisas, dizê-lo, com todas as palavras na cara da pessoa. 
Mais estúpido é quem atura isto dia após dia como se fosse perfeitamente normal. Não é assim que as coisas funcionam, não é assim que vão funcionar. Ninguém me vai meter as patas de cima e eu vou ficar a ver, para variar. Mas andamos todos malucos ou quê? 
Oh dear Luna, you must wake up now.