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13 de dez de 2015

Chamadas de atenção (des)necessárias

Alguém me consegue explicar a excitação à volta de calendários (ou parecidos) com mulheres/homens em trajes menores para promover uma causa? Já não há argumentos para além da nudez? Sim, chama a atenção, mas para mim não passa de uma chamada de atenção negativa, não passa de tornar o corpo um objeto. É tudo muito lindo, mas lá as pessoas se importam se aquela é uma causa x ou y? O que lhes interessa é ver o meio que usaram, maior parte das vezes querem lá saber porque é que o fizeram. Tenho um pouco de saudade dos tempos dos anúncios inovadores e sem transparecer vulgaridade.

5 de dez de 2015

Ausência/Regresso (não prometo nada)

Só para dizer que não evaporei. Nem sucumbi de cansaço, sendo que esse ainda está para vir em força nas "férias de Natal", exames em janeiro e orais de melhoria por esses meses, quem é que não gosta...
Pois bem, peço desculpa pela ausência, não vou mentir ao dizer que não tive tempo para escrever, mas a verdade é que não andei com aspiração nenhuma...O telemóvel substituiu o computador e agora mal o ligo. Tenho de ver se encontro a app do blogger... (Alguém usa?)
Vou fazendo posts sobre o que me der na cabeça, provavelmente muitos serão sobre a vida cá em Coimbra.

26 de set de 2015

1º dia em Coimbra


Pois bem, amanhã faz uma semana que cheguei a Coimbra, para iniciar a minha licenciatura em Direito. Vou dar um feedback resumido do que se passou esta semana por posts.
Segunda-feira: Chego à Faculdade de Direito e sou praticamente bombardeada com raparigas (a praxe é sexista em Coimbra) a dizerem que devia escolher uma tertúlia (grupo de praxe) para me inserir, e os argumentos foram: "Se não fores à praxe é meio caminho andado para não fazeres amigos; não vais ter apontamentos; vais andar sozinha; vais-te sentir infeliz aqui; não podes trajar; não deves negar coisas que não conheces." e outras coisas que tal. Eu já conhecia 3 raparigas mais velhas do meu curso, uma delas ajudou-me nas matrículas e uma está-me a ajudar ainda, a outra falo com ela também. E meus caros, vamos lá desmistificar, na Universidade de Coimbra (e deviam ser todas assim) o traje é académico e não da praxe; conheci pessoas logo no 1º e no 2º dia e duas delas trajavam e saíram da praxe delas, uma rapariga da minha turma (digamos que cada turma tem cento e tal pessoas, e tenho uma aula que é no auditório com o meu ano todo) nem à praxe aderiu e não foi por isso que deixou de conhecer gente também; para já a única coisa com que me estou a sentir "infeliz" é o facto de ter de ir rever 4 páginas de apontamento de 2 horas de aulas de uma cadeira. E vocês devem estar a pensar "Mas és antipraxe? Podias ter ido experimentar só para ver..." e como eu disse logo a uma que disse que eu tinha cara de antipraxe: Não, não sou antipraxe, acho um bom meio para se conhecer gente mais depressa, mas eu não me enquadro ali (como bem vi quando passava por praxes do meu curso) e gosto muito de controlar o tempo que tenho e ter praxe até maio, mesmo que o mais intenso seja no início, não me parece bem para mim. 
Conclusão: Cada um sabe de si, se quiserem aderir às praxes, aderiram, se não quiserem preparem-se para alguma pressão psicológica, mas independentemente de tudo, pensem por vocês mesmos.

6 de set de 2015

Resultados das colocações-1ª Fase


 
E bem, como é que foram essas colocações? Estão contentes, tristes? Já como era de esperar os cursos que pediam Matemática A subiram que nem loucos, mas nunca pensei numa subida tão grande ao nível de todas as Engenharias e Medicina...
Fiquei colocada na opção que eu queria, Direito em Coimbra, e bem, o mais complicado ainda está para vir. 
Para aqueles que não entraram agora em 1ª fase, não desanimem! Tentem a 2ª fase e uma 3ª se existir...Mas não desistam dos vossos sonhos, não é um número que vai dizer se vocês se esforçaram muito ou pouco.
Como foram as coisas por aí?

26 de ago de 2015

O Respeito


Ensinam-nos desde pequenos que devemos sempre respeitar os outros, no matter what. Respeitar as suas crenças, religiões, ideais de vida, orientação sexual, opções, etc. Ou deviam ensinar-nos isso. Mas o que é que fazemos quando não o somos? Ninguém nos diz o que fazer quando damos pelas pessoas a não exercer a reciprocidade do respeito. O que esperar de alguém que apregoa falsos valores morais? O que fazer quando alguém faz comentários ordinários sobre o quão a homossexualidade é horrível e um pecado, que as pessoas de cor não têm direito a opinião nem o direito a ter cargos notáveis na sociedade, que as mulheres têm de se subjugar aos homens porque são seres inferiores e que quem não acredita em divindades não passa de um mero animal? E quando se ouvem coisas como estas de pessoas que vão religiosamente à missa todos os domingos, rezam com um ar compenetrado e devoto, e ai de alguém que ouse dizer que não acredite em Deus, porque passa da categoria de ser humano decente para escória?
Surpreendentemente,  o facto de não acreditar em algo transcendente não me impede de ter valores morais, nunca impediu e não é agora que vai começar. 
Damn right it won't.

14 de ago de 2015

Os falsos bons samaritanos


Vocês conhecem aquele tipo de pessoa que oferece ajuda mas não quer realmente ajudar? Já me passaram pelos olhos situações do género de alguém ir a casa de outra pessoa, oferecerem-lhe comida e quem ofereceu passado um pouco da pessoa se ir embora vai comentar com outras sobre a quantidade de comida que essa pessoa comeu e o quanto gastou do que tinha. 
Surreal? Sim, um pouco, se não quer dar porque oferece? Mas sim, acontece.

8 de ago de 2015

Je vais bien, ne t'en fais pas

Hoje vi um filme que estava no meu computador há um ano e pouco, confesso que só peguei nele hoje porque não tinha rigorosamente mais nada de interessante para fazer e porque desde que o Wareztuga acabou, a minha caça de filmes/séries baseia-se em seguir séries que sei que andam a sair agora (que é só uma, para mim) e em pesquisar atores/atrizes que gosto para ver os filmes. 
Mas adiante, hoje vi o filme que referi no título. É francês e antes que digam "bahhh francês é uma seca...", oh well, sim, maior parte dos filmes franceses têm muitos tempos mortos mas este surpreendeu-me pela positiva. Muito rapidamente e sem querer tirar a piada ao filme: Este filme trata de uma rapariga que chega a casa de uma viagem e percebe que o irmão gémeo "desapareceu", os pais contam-lhe que ele fugiu de casa por causa de uma discussão com o pai e o filme vai andando de volta disto, das quebras dela, da vontade de o encontrar...O que mais me surpreendeu foram os minutos finais, sem dúvida.
Vocês já viram? Gostaram?

30 de jul de 2015

Cara Delevingne e a entrevista polémica


Eu nem costumo comentar este tipo de coisas, mas não sei, algo me puxa para o fazer desta vez. Quem ainda não viu o vídeo que veja, quem já viu pode passar para baixo.
Não vou mentir que não sou uma pessoa que usa e abusa de ironia/sarcasmo, porque sou, não faço de propósito mas a minha personalidade é assim mesmo e não acho que seja um grande problema, pois as pessoas que lidam comigo já sabem disso e quando é para falar a sério, falo.
Provavelmente já estão a adivinhar de que lado "fiquei" a assistir o video. Sim, a Cara deu respostas irónicas mas lá foi respondendo consoante o que pediam. Se fosse ela também não estava ali aos saltinhos com aquelas perguntas excitantes, sabe-se lá o trabalho que ela tem a dar entrevistas repetitivas e como ela disse, estava cansada das andanças da noite anterior, se fosse eu também não estava com cara de quem comeu o arco-íris. E se alguém me mandasse dormir uma sesta ou beber um Red Bull ia correr mal...
 De salientar que ambas as posições (dela e dos entrevistadores) podiam ter sido melhores, ela podia ter-se contido um pouco no sarcasmo e eles poderiam ter sido muito mais profissionais.

28 de jul de 2015

Pessoas que não conseguem viver sem tirar uma foto à comida. Ou duas ou três.



Uma coisa com a qual eu fico sempre "muito admirada" (ou já nem tanto) é estar num café com pessoas e essas pessoas de repente (antes de começarem a comer) sacarem dos telemóveis e meterem-se a fotografar a comida e as outras pessoas a comer. Sim, fotografam-me quando eu estou a comer como se estivesse numa sessão fotográfica e ainda estão à espera que eu me ria a comer, como se tivesse imensa piada. Ainda se fosse uma "comida artística" , daquelas todas cutxi cutxi e que dá mais vontade de olhar do que comer, ainda se compreendia. Mas não, pode-se estar apenas a beber um sumo e a comer uma sandes que já é motivo para fotos.
Haja paciência e bateria no telemóvel.

24 de jul de 2015

O aprender a conduzir...Ou quase.


Tentei meter o carro da minha mãe na garagem e isto tem uma espécie de rampa, sendo que no fim da rampa há um muro a uns 5 metros, com 2 aulas de condução lá faço o que me ensinaram, pé na embraiagem, mudança na 1ª, destravo o carro e claro que o carro foi para trás (uns centímetros), a mulher assustou-se toda que quase lhe saltaram as órbitas, eu meto o pé no travão claro está, nem me deu tempo para encontrar o ponto de embraiagem e começar a acelerar, mandou-me logo sair do carro arrependidíssima de ter acedido ao meu pedido. 
Eu até gosto de ter aulas de condução, é esquisito pegar no carro, mas lá se faz...Meter o carro a andar é fácil, guiar pelas ruas e assim (praticamente é só ajustar o volante e ir metendo mudanças, nesta fase inicial), o que eu acho complicado para já é fazer os pontos de embraiagem "rápido"...Já me tinham avisado quanto a isto, por acaso.
E vocês, já sabem/andam a aprender a conduzir? Gostam? O que acharam mais difícil?

21 de jul de 2015

Repetições


Sou só eu que ando fartinha de ouvir uma coisa parecida a "As candidaturas ao Ensino Superior arrancaram esta segunda-feira."? Hoje ouvi isto umas 5 vezes.
 Coisas que eu ando muito a ouvir:
-Então, para que curso queres ir?
-Ah...Queres ir para o desemprego então...Provavelmente nem vais ter vida nessa área...
-Queres ser advogada é?
-Não tens média para mais nada? Tipo Engenharias, Medicina, Enfermagem ou assim? Olha que esses cursos dão saída!
-Já te candidataste?
-Vais-te candidatar para a que tem a média mais alta? Olha que a que tem a média mais alta é a melhor!

3 de jul de 2015

Adeus Wareztuga


Hoje é um dia triste. Não porque morreu alguém ou algo assim, mas porque um dos "melhores amigos para ver séries/filmes" de muita gente acabou hoje...Foi uma decisão tomada pelos coordenadores do site, como podem ver pela explicação que eles deram. Vou sentir a falta disto, saber que tinha os meus filmes agendados há meses e meses para ver, os favoritos, as séries que queria ver, as séries que já vi...
É de louvar o empenho de toda a equipa...
Até sempre, Wareztuga!

29 de jun de 2015

Aqueles momentos em que se fica sem resposta


Sabem aqueles momentos em que alguém conta uma piada ou acontece uma situação que as pessoas todas acham piada menos vocês? Eu nunca, mas nunca sei o que fazer, que cara hei de fazer nem nada disso, fico sempre com aquele ar de "ah...interessante, vamos passar à frente e esperar que não fiquem 5 minutos com isto...". 
É isso e aquelas situações mesmo brutais quando alguém está com um bebé ao colo (ou estão a falar de algum bebé) e pergunta "É mesmo lindo não é?", mesmo que o bebé seja esquisito ou tenha acabado de sair das vísceras maternas todo vermelho e enrugado, e a resposta que eu dou é "ah sim..." ou simplesmente faço uso do meu direito de abstinência,  porque não é, é socialmente punível dizer-se que um bebé não é assim tão lindo ou que não tenho experiência em avaliar bebés, as pessoas ficam literalmente a pensar que sou prima do demónio, mas pronto.

11 de jun de 2015

Exames

Lindinhos/as, para quem tem exames nesta época (como aqui a desgraçada, Português e Matemática A, on fire por estas bandas)  muita calma, estudem e assim irão de consciência tranquila e conscientes que deram tudo por tudo...
Algumas dicas: Tentem comer antes do exame (não façam como eu e não vomitem tudo); Leiam o exame calmamente; Quando estiverem a resolver os exercícios, se não souberem, passem à frente e depois logo lá voltam; Estejam atentos ao tempo; Não escrevam coisas desnecessárias, isso é queimar tempo.  
Lembrem-se que não são as 2h-3h num exame que vão ditar o quão inteligentes vocês são, nem o esforço de todos os anos poderá estar contemplado na nota. Oxalá que sim.
Que exames vão fazer?

Como diz o nosso caro Fernando Pessoa: "Quem quer passar além do Bojador/ Tem que passar além da dor".

1 de jun de 2015

Pouca paciência...



Ok, digam-me lá que não sou a única a não gostar que me identifiquem em coisas do Facebook...Seja em  em artigos/imagens que acham engraçadas que não interessam a ninguém (geralmente são coisas parvas mesmo), seja em fotos, etc. Eu sei que há a opção de marcar pessoas lá nas caixas de comentários, mas não seria mais fácil mandar o link pelo chat? (Sim, eu quando quero mostrar algo a alguém, mando pelo chat)
É preciso toda a gente saber a vida de toda a gente? Oh wait... 
A questão nem é o de marcar, é mesmo fazer isso a torto a direito em coisas sem interesse...Na maioria das vezes chego mesmo a nem sequer responder à marcação ou a debitar um like, tal é o interesse. Ainda se fosse uma vez por outra, mas não, é todos os dias em coisas sem sentido algum, enfim, ando-me a tornar numa mestra na arte do "ignorar", só pode. 
Ando a ficar com pouca paciência, ando...

15 de mai de 2015

Pessoas sanguessugas



Eu admito que sou uma pessoa que gosta de trabalhar sozinha, gosto, porque as coisas aí dependem de mim e não tenho de dar justificações a mais ninguém. Também não gosto grande coisa de trabalhar em grupo (trabalhos escritos) porque há quem sempre quem não faça nada e quem pensa que sabe tudo. Não me habituo a estudar em grupo porque aquilo ao fim de 5 minutos não é estudar, é perder tempo.
O que eu ainda gosto menos é de trabalhos laboratoriais em "grupo", sabem aquele tipo de pessoas que se apodera da porra dos materiais TODOS, faz TUDO, não deixa os outros tocar em NADA e pensa que sabe TUDO e até para passar as coisas ao professor se mete a reclamar? Sim, eu sou individualista e admito, mas quando se trata de trabalhar em grupo, cada um faz a sua parte e acabou, mesmo que eu ache que o trabalho ficava melhor à minha maneira, é um trabalho de grupo, o nome devia dizer tudo, mas parece que não. Por alguma razão eu fico sempre toda passada da cabeça depois dessas sessões laboratoriais (e olhem que são poucas), dá-me uma vontade de furar a carótida com um bisturi à pessoa que nem estão bem a ver. (Uma vez uma colega minha saiu da sala tão enervada por causa pessoa em questão que eu até me esqueci quão passada estava eu...) E não, não vale a pena dizer "Deixa-me fazer!" ou o professor frisar várias vezes que não é só um a fazer, porque a sanguessuga não deixa. Sim, estou revoltada, essas pessoas deviam levar chapadas. Sem ofensa, não se chateiem comigo, mas eram chapadas com força, a ver se deixam de ser parvas.
Por falar em chapadas, mas que porcaria é que se passou na Figueira da Foz? É isto a sociedade que temos? É isto que é bonito e está na moda? Chocada, foi o que eu fiquei ao ver aquilo.

9 de mai de 2015

Ídolos na SIC

SIC reage à polémica do jovem ridicularizado no ‘Ídolos’

Eu acho que a SIC tem um sentido de humor daqueles mesmo bons. Porque para além de não saberem escolher pessoas que saibam avaliar os concorrentes dignamente, também gostam de ridicularizar as pessoas a torto e a direito. 
"Ah e tal, é para as audiências..."
Audiência agora devia ser num tribunal, a ver se aprendem a deixarem-se de parvoíces e começam a trabalhar a sério. 

15 de abr de 2015

O respeito


Para se ser respeitado é preciso respeitar. Ensinamos esta máxima todos os dias aos nossos filhos (eu não, mas vocês entenderam), andamos a proclamá-la como se fossemos os masters do respeito. Queremos, impomos que os outros tenham respeito por nós. Mas esquece-mo-nos de uma pequena coisa. O respeito começa em nós, nós temos de o cultivar como uma erva daninha (para crescer e se alastrar rápido, mas podem pensar nisto como uma flor bonita, pronto), não podemos estar à espera que os outros tenham respeito connosco se muitas das vezes nem connosco próprios o temos. Ter respeito não é ter medo. Respeito é não desprezar as opiniões, crenças, do outro, é ensinar a viver em sociedade de forma saudável, é saber ouvir. Impor respeito não é feito com ameaças nem com violência seja de qual tipo for, isso é impor medo. Há diferenças, embora muita gente não as veja. Não há fórmulas milagrosas para uma relação perfeita com outra pessoa (seja família, namorado, amigos), mas podem ter a certeza que o respeito faz parte da equação.

1 de abr de 2015

O beijar de olhos fechados




Ontem estava quase a dormir quando me lembro de uma questão para a qual eu não tenho explicação, nem eu nem muitas pessoas, provavelmente.
Porque é que as pessoas quando se beijam, beijam de olhos fechados?

25 de mar de 2015

Pequenos esclarecimentos sobre Português

Eu devo ter alguma espécie de problema com erros ortográficos (e não estou a falar do Novo Acordo), mas quando vejo um erro ortográfico fico quase em estado de desespero.
Vamos lá esclarecer umas coisas bastante simples. O "á" não se usa fora das palavras (palavras como "Olá"), não há cá coisas como: "Para a semana vou á mercearia." "Fui buscar o carregador á cozinha". Não há nada de "á" fora das palavras. Vamos lá pensar, se não há "á" fora das palavras, usamos o quê nos exemplos (por exemplo) que referi? O "à", sim, o "à". Outro exemplo: " Não me apetece nada ir à escola.".
E agora, uma coisa que eu me farto de ver por este mundo fora é pessoas a usarem o "à" em questões como "À tanto tempo que não sorrio..." em vez de " tanto tempo que não sorrio...", quando tiverem dúvidas façam esta questão "O que é que existe/há?", no caso apresentado é o tempo que existe. Outro exemplo: " Felizmente luar.", o que é que existe? O luar. " ali uma cadeira.", o que é que existe ali? Uma cadeira.
Simples não é? Vá, vamos lá usar isto.

11 de mar de 2015

A questão dos beijinhos



Sobre este estudo aqui, concluí que até tenho algo a dizer sobre isto. A primeira é que há algumas falácias lá, nomeadamente "...refere a existência de vários estudos que demonstram que as crianças que são forçadas a beijar são mais vulneráveis a sofrer abusos sexuais.", que derrapagem, good lord. A segunda é: Eu nunca fui uma criança beijoqueira, não gostava nada quando os meus pais/quem quer que fosse, me obrigavam a dar beijos às pessoas que não conhecia ou até mesmo a pessoas que conhecia e ainda hoje é assim, simplesmente não gosto. Deve ser uma atrofia minha não gostar de dar beijinhos assim à toa, já que o normal é isso. O que me impressiona é a facilidade que as pessoas têm de associar o não gostar de dar beijinhos à má educação/falta de afeto/ter nojo. Tem tudo a ver, agora que penso nisso...Um "Bom dia/Olá/aperto de mão" não chega, temos de saltar logo para os beijinhos para sermos bem vistos. Outra coisa caraterística é haver pessoas que quando eu lá chego para encostar a cara (sim, porque eu vou lá, encosto a cara, não ando a dar beijinhos repenicados) é ficarem com o pescoço meio inclinado à espera que eu lá vá dar um beijo "como deve ser" e ainda o dizerem. O que acontece frequentemente é quase apanharem um torcicolo à espera do beijo que não há-de ir. 
Mas enfim, coisas da vida, não é verdade?

5 de mar de 2015

Sobre o "engate" dos gatos



Parece que os pretendentes das minhas gatas resolveram galá-las a ver quem é que canta melhor. Imaginem 3 gatos (grandes e gordos, já agora) sentados no jardim a miarem alto. Um começa e vai logo outro atrás e mia mais alto, depois é o outro. Daí a nada é uma confusão que parece mesmo que eles estão a discutir a cantar uns com os outros. Haja paciência.

27 de fev de 2015

A educação mudou, foi?


Tenho vindo a observar um fenómeno muito interessante na minha escola que se chama falta de educação dos zigotos (aka garotos do 3º ciclo).
 Vamos recuar um pouco no tempo e relembrar: eu quando era da idade deles, quando tinha 12/13 anos, quando via uma pessoa do 12º ano, eles eram como referências para mim "Epa, aquele ali é do 12º..." e passava a 20 metros de distância dele e rezava para passar despercebida para que eles não se metessem comigo (não que o fizessem, mas é só para vocês verem o respeito que aquilo era) e era mesmo raro uma pessoa da minha idade lhes tentar sequer dirigir a palavra, tal era o respeitinho que ali havia. 
Hoje os miúdos, passam por nós, gente do 12º, falam para nós como se nos conhecessem , dizem asneirada a torto e a direito, vão-se meter connosco, incomodam, mandam-nos para certos sítios e acham-se os réis. É tal  e qual como um colega meu disse "Se fosse no nosso tempo, eram logo duas chapadas se fizéssemos metade do que eles fazem que até andávamos de lado.". 
Mas ainda há miúdos bem educados, acho eu. Ao menos isso.

20 de fev de 2015

Sobre a liberdade dos outros no meu material escolar


Sabes aquele tipo de pessoa que pensa que é a proprietária legal das tuas coisas? Sim, aquela pessoa que te pede a borracha/caneta/lápis/livro emprestados e tos devolve como se tivessem andado na 1ª Guerra Mundial do Material Escolar? Coisas roídas, partidas, riscadas com palavras (ou desenhos) que nada têm a ver com a matéria contida no livro. E quando cais no atrevimento de fazer uma pergunta semelhante a  "Mas passaste-te ou quê? As coisas são tuas para fazeres esse tipo de *palavra feia* coisas?" a pessoa responde-te na maior da alegria e simplicidade "Oh, deixa lá, é só uma borracha/caneta/lápis/livro, não sejas assim, está mais giro assim!". Quase que tens vontade de pedir desculpa de joelhos e implorar pelo perdão de teres sequer questionado o porquê dessa pessoa te ter profanado as coisas. 
E sim, eu sou daquelas pessoas que não gosta de ter as coisas estragadas à custa dos outros e que se passa um bocadinho com estas coisas.

13 de fev de 2015

It's all about Valentine's Day, Valentine's Day, no trouble



Então, minha juventude, como estão? Estão bem? Espero que sim! Eu também, embora tenha estado em princípios de evaporação e a minha inspiração para o blog tenha andado a tender para 0, aqui estou eu para falar do Dia da Decapitado (ide ver a história, ide)...Peço desculpa, lapso meu. Queria dizer Dia dos Namorados. E do decapitado vá, não quero que ninguém se sinta excluído. Se forem como eu e forem comemorar o Dia do Decapitado sozinhos (sem emparelhamentos) não se sintam mal, pelo menos não foram a pessoa que deu origem a este dia, certo? Há sempre um lado positivo em tudo. Principalmente para as lojas e restaurantes, que andam sempre com promoções manhosas nesta altura. Na minha modesta opinião, acho que as farmácias também podiam fazer um desconto naqueles comprimidos para impedir o vómito, para os invejosos como eu, que não podem ver um casal a partilhar a sua saliva alegremente, que abanam a cabeça para o lado e reclamam em voz baixa com uma pontada de tristeza. Acho que todos ficávamos a ganhar, os namorados, os solteiros e quem quer aproveitar esta festividade para aumentar as vendas.
Vá pessoas, tenham em atenção que isto foi um post irónico, nada de ferir susceptibilidades a esta hora.

22 de jan de 2015

Ninguém perguntou, mas adiante



Eu devo ser uma pessoa que tem uma cara que demonstra vivamente que quer saber o que todo o mundo faz, quando e como. É que eu ainda estou para compreender porque é que há certas pessoas que insistem a contar-me coisas que outras pessoas fizeram/disseram, pessoas essas com quais eu não me dou. Ainda se fossem acontecimentos importantes estes...Mas não, é sempre uma coisa do género "Sabes o que o X fez anteontem?" e não caros leitores/as, o X não descobriu um planeta novo ou a cura da estupidez anteontem, o que o X fez anteontem foi uma coisa sem qualquer interesse para o mundo em geral, mas que a pessoa em questão me fez questão em contar. Depois admiram-se que há respostas como "Que tenho eu a ver com isso se nem me dou com ele?". Não pensem que isto só aconteceu uma vez ou duas, acontece praticamente todos os dias.
Eu tenho o dom de obter respostas para as quais não fiz nenhuma pergunta...

7 de jan de 2015

A ilusão de alguns subsídios escolares

northskyphotography:

Flip by North Sky Photography


Há coisas que me causam um certo transtorno mental, duas delas são os subsídios e bolsas de mérito. Vamos lá por partes, concordo em absoluto que se atribuam subsídios a pessoas que realmente precisam, que tenham dificuldade em comprar material escolar, que precisem de ajuda com as refeições, etc. Concordo que se atribuam bolsas de mérito a quem efetivamente tem mérito escolar, não concordo que se atribuam bolsas de mérito só a quem tem subsídio, desde que tenham média a ultrapassar os 14 (no ensino secundário). Desculpem lá, mas não concordo. Só por não se ser subsidiado não se quer dizer que é rico e por se ser subsidiado não quer dizer que se seja propriamente pobre como muitos querem fazer parecer.
Vejo muitos colegas meus "necessitados" com telemóveis topo de gama, a gastar balúrdios de dinheiro com saídas à noite, a comprar roupa de marca todas as semanas, a comer no bar do que mais caro lá há todos os dias. Sim, é verdade que cada um sabe do seu dinheiro, mas não é novidade para ninguém que metade desta gente não precisa de apoios para nada.