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26 de set de 2015

1º dia em Coimbra


Pois bem, amanhã faz uma semana que cheguei a Coimbra, para iniciar a minha licenciatura em Direito. Vou dar um feedback resumido do que se passou esta semana por posts.
Segunda-feira: Chego à Faculdade de Direito e sou praticamente bombardeada com raparigas (a praxe é sexista em Coimbra) a dizerem que devia escolher uma tertúlia (grupo de praxe) para me inserir, e os argumentos foram: "Se não fores à praxe é meio caminho andado para não fazeres amigos; não vais ter apontamentos; vais andar sozinha; vais-te sentir infeliz aqui; não podes trajar; não deves negar coisas que não conheces." e outras coisas que tal. Eu já conhecia 3 raparigas mais velhas do meu curso, uma delas ajudou-me nas matrículas e uma está-me a ajudar ainda, a outra falo com ela também. E meus caros, vamos lá desmistificar, na Universidade de Coimbra (e deviam ser todas assim) o traje é académico e não da praxe; conheci pessoas logo no 1º e no 2º dia e duas delas trajavam e saíram da praxe delas, uma rapariga da minha turma (digamos que cada turma tem cento e tal pessoas, e tenho uma aula que é no auditório com o meu ano todo) nem à praxe aderiu e não foi por isso que deixou de conhecer gente também; para já a única coisa com que me estou a sentir "infeliz" é o facto de ter de ir rever 4 páginas de apontamento de 2 horas de aulas de uma cadeira. E vocês devem estar a pensar "Mas és antipraxe? Podias ter ido experimentar só para ver..." e como eu disse logo a uma que disse que eu tinha cara de antipraxe: Não, não sou antipraxe, acho um bom meio para se conhecer gente mais depressa, mas eu não me enquadro ali (como bem vi quando passava por praxes do meu curso) e gosto muito de controlar o tempo que tenho e ter praxe até maio, mesmo que o mais intenso seja no início, não me parece bem para mim. 
Conclusão: Cada um sabe de si, se quiserem aderir às praxes, aderiram, se não quiserem preparem-se para alguma pressão psicológica, mas independentemente de tudo, pensem por vocês mesmos.

24 comentários:

Sara Moreira disse...

Acho que se tivesse estudado em Coimbra tamb não teria aderido às praxes. Eu andei no ISA em lisboa e as praxes eram super tranquilas e ninguém rebaixava ninguém nem se armavam e grandes e superiores. E quando não querias fazer algo eles compreendia e não te obrigavam. Simplesmente tive umas praxes como devia de ser em todo o lado! E o melhor de tudo é que só durou 1 semana e por isso não me prejudiquei em nada nos estudos :).

Tenho pena que não seja assim em todas as faculdades e que depois as praxes fiquem tão mal vistas :/

Kiara disse...

Acho que em qualquer universidade podes trajar, sendo ou não da praxe. Infelizmente os praxantes (alguns) têm muito a mania de dizer que não se pode trajar, só para incentivar mais alguns a ficar na praxe. Infelizmente também, muitos usam o termo "anti-praxe" para falar de pessoas que não foram praxadas, o que é, só, estúpido!

Megan Smith disse...

Quando for eu ... quero ser praxada :)

Rita disse...

Olá! :)
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Senhora Batata disse...

Essa história de "se não vais à praxe tens mais dificuldade em fazer amigos" é uma tremenda idiotice, perdoa-me a expressão. Durante os 12 anos em que estudámos, antes da faculdade, nunca precisámos de praxes para fazermos amigos. E agora vamos precisar porquê? Claro que fazes amigos à mesma, não te preocupes com isso. As primeiras semanas são sempre as mais complicadas mas vais ver que daqui a nada tens o teu grupo de amigos. Eu digo-te: estive na praxe durante 1 ano e meio. Nunca gostei daquilo. Fiquei porque, enfim, queria fazer parte da tradição académica e tudo mais, mas detestava aquilo, era ridícula a violência física e psicológica a que nos sujeitavam. Mas, seja como for, os melhores amigos que fiz na faculdade, garanto-te que não vieram da praxe. Pelo contrário. Tudo bem que conheces muita gente, mas são só mais um par de conhecidos, mais um par de números de 9 dígitos a encher-te a memória do telemóvel, na grande maioria das vezes. Fazer amigos na faculdade só depende de ti. Não depende da praxe nem de qualquer outro grupo académico. Portanto esquece isso e aproveita mas é aqueles que vão ser os melhores anos da tua vida, acredita. :) Um beijinho e desejo-te a maior das sortes para esta nova etapa da tua vida!

Kiara disse...

r: Muita gente diz isso de não fazer sentido trajar... mas cada um é que sabe de si! Eu não fiz a praxe e trajo com todo o orgulho! Sim, é verdade, dou menos uso ao traje, mas e então? Gastei o meu dinheiro, não andei a roubar nem a pedir dinheiro a ninguém para isso, logo trajo com todo o orgulho, as vezes que quiser. Trajo pouco, sim, mas é o suficiente para mim!

Megan Smith disse...

R: É natural, mas a verdade é que isso ainda pode mudar. Eu agora tenho esse sonho, mas não digo que um dia não possa vir a mudar de ideias, tal como tu ainda podes mudar.

Anônimo disse...

a praxe vai sempre ser um tema polémico. pessoalmente acho que algumas praxes são completamente abusivas e há criaturas que só merecem levar um par de estalos para ver se ficam no lugar delas, um traje não dá direito de rebaixar os outros e não te faz melhor ou pior. acho que a praxe é um bom passo para a integração mas não participar não quer dizer que não faças amigos.
r: obrigada :-) estou a recuperar aos poucos

C disse...

sem querer enviei o comentário em anónimo, oops

Catarina disse...

Que te corra tudo bem este ano :)

C disse...

r: estou cansada desta história mal resolvida, vai acabar mesmo

Esse disse...

Eu tirei 2 cursos.
No primeiro fui praxada.
No segundo decidi não ser. E fiz muitos amigos e fiz um belo curso. :)

Preciso de ti ... disse...

Também não sou antipraxe,mas sinceramente acho que quando for eu não me vou enquadrar... É exatamente como dizes, cada um sabe de si :)

Mellia disse...

Eu tenho curiosidade em ser praxada, se bem que ainda falta imenso tempo...

Mellia disse...

R: Também ainda falta imenso tempo...

Nor Melo disse...

Eu sou de Coimbra, e quando for para a Universidade, sem dúvida quero ser praxada :)
Mas concordo contigo, cada um sabe de si :)

umpoucodemim disse...

Concordo e aproveita!

Tulipa Negra disse...

Concordo contigo! Não sou anti-praxe mas quem quer é praxado e quem não quer não é. Não percebo porquê é que sentem a necessidade de colocar um rótula na pessoa.

Effy Stonem disse...

Eu não posso dar opinião, porque não sei o que isso é ahahah :)

Leonora disse...

Apesar da pressão, estás a gostar desta experiência? não te sentes sozinha em alguns períodos por não teres pessoas que conheças mesmo? são curiosidades que eu tenho, daqui a algum tempo também gostava de sair de casa dos meus pais só que penso que vai ser doloroso não ter ninguém em casa, ter de fazer tudo mas pelo outro lado penso que ia ser muito bom porque tens liberdade e podes fazer aquilo que queres sem que te estejam sempre a preocupar a que horas chegas, não dependeres que ninguém...

Green disse...

Eu participei nas praxes mas não deixo de concordar contigo, cada um sabe de si, sem dúvida.

- Nea* disse...

É por isto que eu sou muito "esquisita" no que toca a coimbra. Fazem pressões assim... Eu sei que para estes lados também há alguns assim. Mas na minha eles não pressionavam nem pressionam nada, queremos ir vamos, não queremos não vamos. E são os primeiros a dizer "O traje é académico não praxístico" e "Vão poder colocar insígnias e ter padrinhos".
Mas digo a toda a gente que deve experimentar a praxe, porque há todo um espírito de camaradagem do outro mundo!

Sara com R disse...

Que giro! Adoro conhecer pessoal de Direito! Amanhã vou ter uma oral de DIP! Vamos lá ver :)
Adorei o blogue, estou a seguir :)

Sara com R disse...

É de passagem e vou com 8! Estou à espera de uma coisa amiguinhos! Além disso, tive 3 a estudar para isto, era azar coisas que não sei!! E éva única que me falta!