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4 de fev de 2016



Admito que sou uma pessoa que para falar muito "do nada" com as pessoas, tenho de me sentir à vontade. Não basta conhecer há muito tempo, se não me sentir à vontade com a pessoa, não tenho a tendência de falar. Posso-me perfeitamente sentir à vontade logo no momento em que conheço, como meses depois, ou até nunca. Claro que há situações em que se tem de falar mesmo que não nos sintamos à vontade, mas isso é outra conversa.
Uma das coisas que me deixa, digamos, "irritada", é que me caraterizem (familiares) como uma pessoa que não tem empatia pelos outros ao ponto de desenvolver uma conversa. Bem, e isto não é bem assim, como é claro. Não tenho qualquer problema em fazer conversa desde que me sinta confortável, já cheguei a estar na fila do supermercado e ter uma conversa de 15 minutos com uma senhora mais velha, que não conhecia de nenhum lado, sequer. 
Mas, adiante. Por vezes, vou jantar com o meu pai a um restaurante daqui da cidade universitária em que ele conhece o dono, assim mais ou menos. Ele gosta muito de lá ir porque, volta e meia, estamos a comer e vem o senhor meter conversa com ele e ficam ali a falar, vai embora, volta outra vez, e é assim, para ele é um "ambiente familiar". Não tenho nada contra, se gostam de falar, que falem. O problema é a maneira como se dirige a mim, e não, não é ter peneiras ou achar-me muito importante, mas não gosto de ser tratada como "ó princesa", não acho piada, ponto. Nem ele a dizer, nem outra pessoa qualquer. Ainda por cima com alguém a quem nunca dei confiança ou coisa parecida, quando vou a sítios assim, sejam restaurantes, cafés ou o que for, gosto de ser tratada com profissionalismo. Chamem-me esquisita, peneirenta, mas sou assim. Respondo educadamente, mas não estou ali a desenvolver conversa, ia falar do quê? Mas pronto, parece que esta minha atitude, a de responder ao que me é perguntado sem desenvolver conversa, transmite falta de empatia e achar-me melhor e levar sempre com aquela pergunta exasperada de "tu não sabes falar com as pessoas?". Bem, sei falar com as pessoas, desde que elas saibam falar comigo.

6 comentários:

Beatriz Sousa disse...

Como eu te entendo, também não gosto nada desse tipo de abuso

Nêsa disse...

Eu fico sempre muito de pé atrás com pessoas que me tratam assim. E da mesma maneira que essas pessoas têm a capacidade e à vontade para o fazer, há outras, incluindo-me, que para além de não gostarem que lhes façam isto, não o fazem a ninguém.
Felizmente não me costuma acontecer muitas vezes, e quando acontece as pessoas acabam por parar de o fazer (provavelmente por causa da cara que faço involuntariamente cada vez que são assim ahahahah)

Maria disse...

R: o meu problema não é defender a tese, mas sim fazê-la.

Maria disse...

R: porque toda a gente com quem já falei diz que dá muitas dores de cabeça, e eu tenho pouca paciência.

Maria disse...

R: gestão.

Green disse...

Compreendo-te tão bem... mas quem é diferente não entende que haja pessoas como tu, e como eu também, pois dão-se e falam com toda a gente.