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31 de mar de 2016

Ir às aulas

Em muitas das faculdades, maior parte das aulas não são obrigatórias. Salvo aquelas em que se tem de marcar presença, que no meu caso, são duas, uma teórica e uma prática, que, felizmente são provavelmente as melhores que tenho. Mas, meus caros, nem todas as aulas valem a pena. E sou eu que o digo, que no secundário não faltei a uma única aula, e no primeiro semestre, foi praticamente isso (com a exceção de uma, que deixei de ir a faltarem 3 semanas para o final). Eu sei que provavelmente os vossos pais, familiares, etc. vão dizer que é muito importante ir a todas as aulas, mesmo que não achem que servem de algo. Mas, para quê perder tempo em aulas em que o professor apenas lê os powerpoints, ou que fala tudo menos de matéria e anda aos saltinhos pelo estrado, porque sabe que o professor das práticas irá dar a matéria que ele era suposto dar? Isso é perder tempo, melhor é pegarem no livrinho e estudarem. Falo de cursos como o meu, em que a matéria está no livro. Não é ser baldas, é pensar um bocado no que se anda a investir o tempo. Ora, se saio da aula da mesma maneira que entrei, com que objetivo vou? 
Mais uma vez, não quero passar a mensagem errada, de que muitos meus colegas são apologistas, a opinião que ir às aulas não vale a pena e que estudam em casa. Está errado, há aulas que são preciosas, outras que nem tanto mas que se vai na mesma e ainda se aprende algo, e outras que não valem mesmo nada.

22 de mar de 2016

Primeiro, Paris. Agora, Bruxelas. Estes atentados cada vez me assustam mais, ainda para mais sabendo que Portugal está na lista. As pessoas num momento estão calmas e felizes, a seguirem as suas vidas, a fazer planos, no outro já estão a ser bombardeadas à custa de guerras que não são suas. Pode acontecer aqui, num metro, num aeroporto, num shopping, numa área com grande afluência de gente, não estamos isentos, e isso cada vez assusta mais. Onde é que estamos seguros, afinal? Que medidas é que podem ser tomadas? Podemos ir passear para o Rossio, para o Terreiro do Paço, para o centro Vasco da Gama, descansados? Podemos ir viajar, a partir de um aeroporto, de um comboio, de um autocarro? O EI quer instaurar medo, e está a conseguir. Violência não é solução para nada, muito menos matar pessoas inocentes.

17 de mar de 2016

Alguém conhece aquela espécie de gente que é fala barato, aqueles que simplesmente não se calam, durante horas, nem deixam falar ninguém? Bem, eu conheço alguém assim. Chega a ser enfastiante logo nos primeiros minutos falar com essa pessoa, por muitas coisas que ela tenha a contar. Para mim, são pessoas que são tudo menos adaptadas socialmente, pessoas que vão buscar assuntos que não têm nada a ver, falam horas sobre coisas que se vê na cara da outra pessoa que não são um bom tema de...monólogo! Pois é isso que elas fazem. Ainda se fosse uma conversa, até se tornaria, eventualmente, interessante, agora monólogos, minha gente? Acham que alguém gosta de monólogos egocêntricos, ainda por cima? Também acho um piadão quando tento contar alguma coisa e é literalmente isto:
-Sabes, no outro dia fui ao site da faculdade...
-Sim, sim.
-...E vi lá que ia haver uma palestra...
-Pois, pois.
-...Sobre a Eutanásia...
-Sim, sim, pois.
E a "conversa" acaba quando eu me farto de tentar falar e a ser constantemente interrompida por "sim, sim, pois, pois" a cada conjunto mínimo de palavras, por a outra pessoa querer falar sobre não sei o quê. Alguém que lhes ensine as regras de conversa, se faz favor...

14 de mar de 2016


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Hoje ficámos mais pobres. 
Nicolau Breyner 1940-2016
Ia eu, muito descansada pela rua, quando sou interpelada por um grupo de escuteiros (de várias idades), em particular, por uma rapariga que devia ter uns 16-18 anos, que estava a vender rifas. Fiz-lhe um gesto a dizer que não queria contribuir (não foi um gesto de desprezo, nem nada que se pareça) e a rapariga, do alto da sua arrogância, como eu nunca tinha visto em pessoas que andam nestas lides (nunca mesmo), diz "Obrigada!", diz isto com uma entoação de uma profunda ironia/arrogância, que transpareceu por completo a imaturidade dela. Como não gosto que falem assim para mim, respondi um "De nada!" no mesmo tom. Se devia ter ficado calada e seguir? Se calhar devia, mas há coisas que me fazem passar dos limites, e uma delas é a falta de educação das pessoas. Ora eu, criatura que não sou remunerada, não tenho um emprego, não sou rica, poupo para as minhas coisas, porque é que haveria de ser obrigada a contribuir? Às vezes, lá contribuo, mas obviamente que não é sempre. Compreendo que grupos assim tenham de ter ajudas externas, eu própria já vendi rifas quando andava nas minhas atividades extra-curriculares, mas algum dia fui mal educada com alguém por não querer contribuir? Eu sei que é frustrante as pessoas não contribuírem, but, c'mon, estamos no meio de uma crise económica, não andamos cheios de dinheiros nos bolsos. O que faz falta a estes jovens com estas mentalidades, é abrirem um bocadinho os olhos e sobretudo saberem como falam para as pessoas, principalmente as que não conhecem de lado algum. Watch your mouth, kid, watch your mouth.

5 de mar de 2016

Coisas a que acho piada: Estar no mesmo sítio onde se está a efetuar uma praxe e ver aqueles que são muito "fortes e poderosos" a dar ordens, com um ar de "vocês não valem um chavo, eu berro, eu mando, mesmo que não tenha vocabulário para mais de 50 palavras! Mas posso! E mando nos caloiros! Caloiros não, bestas, caloiros é demasiado conceituado!". Isso e depois estarem com o grupinho e vangloriarem-se porque meteram um caloiro de quatro ou os fizeram cantar uma músiquinha que as únicas palavras que incluía eram demasiado badalhocas para meter aqui. Don't get me wrong, mas quando assisto a isto, dá-me vontade de distribuir bofetadas. Assim à borla. Mas enfim, que sei eu, se gostam, continuem, perturbam é a minha paz mental. E não deve ser só a mim. Mas adiante, é tudo para preparar para o mercado de trabalho, não é? Não estou a dizer que não existem vínculos na praxe e se façam coisas boas, até devem existir e não duvido. Mas algumas coisas que os "obrigam" a fazer... É giro? É interessante? Não, é só estúpido, peço desculpa. Ou não, não tenho de pedir desculpa. Nem isso, nem de olhar para o chão enquanto escrevo este post.